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Pegaí lança ‘O Astronauta e a Bonequinha’
28/08/2018

Crianças puderam levar livreto autografado para casa

O Instituto Pegaí Leitura Grátis acaba de disponibilizar mais uma obra para seus leitores. Foi lançado no último sábado na capital paranaense o livro ‘O astronauta e a bonequinha’. A autora, Ale Dossena, doou os direitos autorais de sua história, e a ilustradora Stella Rocker topou o desafio da preparação dos desenhos para o lançamento de outro livro com a marca Pegaí. Com experiência de produção, o livro foi parar lá na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG).

No Hospital de Livros, os restauradores iniciaram o processo artesanal de fabricação. “Utilizamos o mesmo processo manual da produção do Cordel do Pegaí”, contou o coordenador do Instituto, Idomar Augusto Cerutti. A ilustradora d’O Astronauta e a bonequinha’ destacou esta parceria. “O incentivo a leitura é uma das formas de aproximar pessoas e mundos. Mundos estes muitas vezes extremamente diferentes, como o dos apenados que tem a oportunidade de restaurar livros que na sequência serão colocados a disposição da população”, avalia.

Para o evento de lançamento na Livraria Leitura Genial em Curitiba foram produzidos 200 exemplares. Àqueles que quisessem aproveitar e contribuir com a proposta de democratização de leitura e doar um livro de literatura puderam levar pra casa um livreto autografado por Ale e Stella. “Tivemos muitas doações”, exultou Cerutti.

Para a escritora doar os direitos autorais de seu livro foi como doar um pouco da sua própria história. “Realização de sonhos, amizade, solidariedade, são essências contidas no livreto, que podem inspirar a muitos leitores mirins, assim como outras histórias me inspiraram na infância”, destaca.

Mas os convidados não foram os únicos a se surpreender com a produção artesanal e a história do livro durante o lançamento. A escritora e a ilustradora foram presenteadas com uma versão em braile d’O astronauta e a bonequinha’. “Fizemos uma parceria com a Apadevi (Associação de Pais e amigos dos Deficientes Visuais de Ponta Grossa). E conseguimos fazer a impressão de 21 exemplares que permitissem que os deficientes visuais tenham acesso a leitura”, contou o coordenador do Pegaí.

Foi somente após a veiculação de um vídeo que mostrava uma menina lendo a obra lançada – com as mãos – que a escritora e a ilustradora souberam da novidade. “Demorei a perceber que a menina estava lendo a minha história”, relatou Ale, destacando que incentivar o hábito da leitura facilitando o acesso aos livros é um grande passo para o desenvolvimento do senso crítico e conhecimento de mundo. “Além disso, a leitura proporciona ao leitor uma viagem única junto com o autor”, finaliza.